quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

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Ser um artista não significa a expansão voluntária de uma carga mal ajambrada em si mesmo que fornece ocultas maneiras de estar-no-mundo. Ser um artista quer dizer que o empenho do indivíduo está mais apropriado ao seu desafio de estar em seu posto de maior grau em relação ao teu medo de ser como és. Agora, que não entendestes, escuta:
O Amor é um divino meio de encontrar a si mesmo, e Ele não pode ser difundido pelo que tu julgas verdadeiro, mas é falso. Apenas te empenhas em escutar, e não atrapalhes: um sensato ministro de Deus sabe bem o que aprende. O que aprende, divulga, e o que divulga, recebe. Se divulgas medo, serás temeroso, mas não em termos do que vês, mas em um tipo de temor que parece que te move, mas atrasa.
O que é o teu impulso verdadeiro. Isto tu queres saber. O que faria com que todas as dores se fossem? O Que seria verdadeiramente útil para os teus, vindo de ti? Seria o teatro, ou escrever? Seria a aeronáutica, ou o amor? Seria o amigo, ou o vento visto? Seria o sentimento estético, ou o sexo? Qual é a gota de miséria que tiras destas coisas? Nada disto é verdadeiro, são símbolos.
Então, pergunto, qual é o símbolo que me evoca?
Boa pergunta. Estás aqui para servir a Deus. Tens medo disso, pois tua missão é dura, mas fácil, pois é para ti.
E qual é a forma dela? O que é que é “o que é”?
Queres um conhecimento, uma segurança de esteio que te diga: é isto! Mas o “isto” de que se fala não tem nenhuma forma. Não se coaduna com o mundo. Não é “destilável” em vontades. Não se aplica a nenhum tipo de ideia, nem tem para si esteio e lugar. É apenas estar aqui, onde se está.
O que serei, então? O Teatro é insensatez juvenil?
Sim. Seu propósito é te aliar a uma confusão que indicaria o que não tens que fazer. O que tens que fazer para que as coisas façam sentido: falar de Deus. Deves começar cedo a encontrar as pessoas que querem aprender o que tu tens a falar. Podes falar de tudo e usar de todas as formas para falar Disto, mas não serás um artista profano, isto é, que não traz a mensagem do Curso em Milagres ou qualquer outra que O valha.
Como farei isto?
Os meios estão sendo preparados, e não compete a ti determiná-los.
Não devo fazer nada?
Isto mesmo.
O que é este tal Puer Aeternus?*
Significa a pulsão para a atividade. É muito útil para um professor de Deus. Não deve ser desprezado. É uma dádiva, mais que uma maldição. Não te atreverás a querer novamente ser o que sempre fostes: assustado, dinâmico em termos aleatórios, divulgador de ódios, semeador de ilusões. Serás apenas o que és: um que gosta do novo em cada evento, sem enfados demorados. Assim, pareces inútil, mas são tipos como o teu que promovem a mudança mais rapidamente. A cura disto não acontece, pois ser ou estar em condição puer não é uma doença, é tanto quanto um ideário divino, atualizado a cada momento pela acepção e busca de um novo. É desgastante, mas altamente gratificante ao final.
Finalmente, fazer teatro é um sonho, uma ideia, uma conquista que diferencia o militar oprimido do ser altamente libertário. Entre estes dois, estás Tu, livre e apoiado pelo Teu Pai, nestas palavras, a que te permites. Queres ser algo neste mundo, algo de valor. Então...sejas Tu Mesmo. Essa é a nossa indicação validada.
Ser a mim mesmo é...

Não tem forma. É isto.



* Psicólogos analistas alegam que o arquétipo pueril pode levar a problemas psicológicos que ficam patentes pela manifesta imaturidade, narcisismo e a inabilidade de desenvolver uma perspectiva adulta apropriada à vida.
O arquétipo antitético, ou, mais propriamente, o oposto enantiodrômico do puer é o senex (Velho Sábio). http://pt.wikipedia.org/wiki/Puer_Aeternus


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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Não tens que fazer nada

Foto tirada por anônimo na cidade de São Paulo.

Para onde quer que eu vá,
como for que eu esteja,
mesmo se for no engano,
Jesus me acompanhará...
e acertarei os meus passos!



                Seriamente, agora abrangeremos os “grandes segredos” que acreditas serem tão ocultos e impenetráveis. Os “mistérios” da compreensão do agir pelo não agir.
Perguntas, então, o que significa não tomar nenhuma decisão por tua própria conta. Como se fazer isso. A finalidade do Livro de Exercícios é que descubras isto por ti mesmo. Não há como dizer ao modo das palavras como se faz isso. Na verdade, a palavra que aponta para este estado com maior eficácia é a palavra “disponibilidade”. É preciso que estejas disponível para receber ajuda. Como “ativar” essa disponibilidade? Simples. Lembra-te que ainda és como Deus te criou, e que nada neste mundo tem valor para além do símbolo que representa. Assim, podes saber que o oculto por trás das coisas (das cores, dos números, dos sons) são tentativas de encontrar naquilo que nada significa uma componente de realidade que não pode ser alcançada jamais. Por conta disto, a natureza dualística do símbolo te enreda no jogo do consciente-inconsciente, e quando acredistas que sabes algo sobre qualquer coisa, logo à frente o panorama muda, e és novamente um incrédulo, quando não um assustado demais.
                A forma de agir pelo não agir não pode ser demonstrada, pois ela pode variar em número infinito. No entanto, como o próprio livro texto aponta, há uma sensação de paz, de estares certo do que fazes, de saberes de modo inequívoco que estás na direção que deverias estar, finalmente, sabes que estás caminhando com o Espírito Santo quando sabes disto e percebes a tudo pacificamente. Tens certeza de que vais no teu caminho, mas nem sempre sabes exatamente onde isto vai dar. Não terás em ti as certezas que o planejamento evoca, pois o planejamento implica julgamento. Mas não estarás mais cansado, pois planejar cansa. É preciso que aquele que planejou algo faça com que os detalhes encaixem em sua ideia das coisas ao ponto de fazer com que tudo esteja no lugar que planejou, e isso pode tomar formas terríveis, pois o controle somente pode ser terrível. Por que dizemos que o controle somente pode ser terrível? Primeiramente por conta do elevado grau de tensão que ele provoca. Jamais alguém se viu tão enfadonho em termos de ser como quando quis determinar o que deveria fazer em todos os exatos passos que caminharia. A sensação de impotência que acompanha o controlador é demasiado grande, pois aquele que invoca com fé um oposto, se angaria inevitavelmente de outro, pois a única coisa que não tem oposto é Deus. Deus É. Mas o planejamento é o oposto do caos, e se queres organizar o caos, estarás sempre tenso, pois precisas de todo o cuidado do mundo para evitar o erro.
                No entanto, te sentirás sempre errado. Como se nunca tivesses capacidade de acertar em nada, e como se fosses apenas um joguete na mão de forças muito maiores que tu. Todas estas coisas já te foram ditas no livro texto, mas gostaríamos que prestasses atenção nisto: não tens que fazer absolutamente nada! por isso se fala em humildade. O significado da palavra humildade está em sua acepção de ser isento, e não “estar abaixo”, ou ser “menos”. O humilde não precisa de nenhuma correlação entre o que faz e o que pensa, pois ele age apenas por agir. Ele não precisa de um modelo mental de sua ação. Não faz uso em suas palavras de concessões dignatárias, nem procede seus termos verbais de cálculos mentais antecipados. Ele é o que ele é. O humilde verdadeira não esconde o seu pensar, ele não pensa de modo algum. Decerto que por vezes é necessário usar o raciocínio, mas o raciocínio apenas serve ao humilde, não foi usado como punição, não cumpre a função de dogmatizar uma vida. Se o raciocínio alcança os termos que são seus apoios legítimos, isto é, a confiança e a Expiação, porque seria necessária gastar o pensar em seus modos trabalhos de “gerir”, se pudemos apenas usufruir dele? Pensa nisso: o humilde não precisa sequer ser educado, pois sua educação vem de saber Quem Ele É. Assim, jamais haverá erros, e a educação será natural, pois o raciocínio certo é sempre acompanhado da gentileza, e não da polidez. A tentativa de ser educado, de agradar com sorrisos, e tão humilhante para o Filho de Deus, que o UCEM trata disso sempre com um tom acima no livro texto, ou como neste trecho da Canção da Oração: “acaso não é demonstração de caridade aceitar o rancor do outro e não responder senão com o silêncio e um doce sorriso? Repara como és bom, como suportas com paciência e santidade a ira e a dor que outro te inflige sem mostrares a amargura que sentes!” (Canção da Oração, Cap 2, subtítulo 2, § 4).
                No mesmo parágrafo encontramos isto: “Este é, também, o objetivo daqueles que querem ser mártires às mãos de outros”. Isto, então, é humildade? Mostrar-se “menor”? Deixar a outro a responsabilidade de ser salvo e bom, às custas de tua dor? Isto é humildade ou insanidade? E não é verdade que um oposto atrai a outro? Se ages humilde assim, que será de ti quando pensares grande? Certamente, virá o especialismo à tua mente. E entre água e água, nada de profundo.
                Não tomar decisões implica em não estabelecer equivalências. Mas para que não tomes decisões é preciso que queiras apenas isto: ser feliz. Se quiseres ser feliz, então aguardes pelo que há de vir mergulhado totalmente no agora imediato, no instante este. Esqueça qualquer valor, ideia, noção, atributo e se entregue completamente ao que está acontecendo agora. Peça ao Espírito Santo que Ele mesmo te oriente, e deixe que Ele proveja o necessário para que teu dia seja assim.
                Ter um dia feliz é um presente, porém, assim como qualquer presente, não pode ser dado de ti para ti.          
                Agora pedimos, ó Pai, a tua intervenção por teu Filho Santo. Faça-lhe ver que ele é como Tu mesmo És. Pedimos que o deixe partilhar de Sua Própria Vontade, obliterada em um sonho infantil. Que seja amigo de todos os seus irmãos, para ajudá-los a descobrir Quem São e como voltarem à Casa, meu Pai. Assim pedimos a Ti que venhas hoje, que reconheças que Teu Filho apenas errou, e que ele é livre tal como O criastes e amas. Amém.


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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Perdeste teu livro

O Livro em Ti!

Perdeste o teu livro? No entanto, é possível perder o Curso em Milagres? A forma que o curso toma em seus termos de papel é uma coletânea. Deve ser levada a sério e estudada. Mas o livro, o que ele é? Um objeto apenas. A perda de um objeto, mesmo sendo esse objeto Um Curso em Milagres, não deve obliterar os resultados deste mesmo Curso. Portanto, se perdestes o teu livro, perdoa a ti mesmo por isso e volte a estudar da forma que for possível.

Parece curioso que tenhas perdido o teu livro justamente ao final do Livro de Exercícios. Obviamente, não é tua vontade deixar de fazer os exercícios finais. Portanto, farás por onde continuar. Apenas repara que essa coincidência pode ser valiosa, se a interpretares com amor. Esquecer o Livro em algum lugar parece desatenção. Não pode ser desapego, pois o desapego não larga mão dos cuidados. Ser descuidado é ser leviano, mas sabemos que tal erro é possível, e o perdão resolve todas as coisas. Portanto, se fostes descuidado, o que quer dizer este descuido? Será que terás para ti mesmo uma águia que tirará de ti um chapéu de bobo? Ou será que o chapéu de bobo está na águia, e tu retirarás dela o que lha impede voar? O livro, fora das tuas mãos, ainda está neste mesmo mundo a que tu chamas casa. Ele não pode ter desaparecido, portanto. E ele é teu.

Saúda agora ao teu irmão que está com teu livro em mãos. Diz-lhe que cuide bem dele, e reza para que o proveito que teu irmão tire deste livro seja tanto para ele como foi para ti. E aguarda que a tua vontade e a dele, que são apenas uma, se realize.

Lembremos, então, agora, das regras para decisões que estudastes recentemente.

Se quiseres ter o teu dia como queiras, deves seguir os passos do inicio do cap. 30: Um Novo Começo. Como fazes isso? Primeiro, pensa, logo amanhã cedo, quando acordares, no dia que queres. Se queres um dia feliz, pensa nisso. Se queres harmonia, tranqüilidade, se quiseres paciência, acorda pensando nisso. Então, lembras que se não tomares nenhuma decisão por tua conta, será esse o dia que terás. Tenta fazê-lo. Lembra-te do exercício do livro que estás a fazer. Foi te dito no tal livro que perdeste que não precisarias de palavras para a prática do exercício de hoje, que me conta sendo o de nº 362. Fica contente então que tenha sido hoje esse incidente. E não tomes decisões por tua conta, como o fazes agora. A única coisa garantida é a tua paz. Isso não será para ti suficiente?

Se, no entanto, resolveres por tua própria conta conseguir o que queres, lembra que podes esquecer o que decidir, e depois lembra que podes perguntar outro modo de se ver isso. Pronto. Aqui estão os meios para teu dia de amanhã. Decide a teu favor esquecendo quem és, o que fazes, e para onde estás a ir. Se esqueces disto, estarás lembrando Daquele Que sabe o Caminho, e estarás mais seguro do que imaginas agora.

O milagre não é a devolução de teu livro, mas o Livro em Ti!

Amém.


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sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz Ano Novo!

Obrigado a ti!

                A mente, caso entendida como um mecanismo da razão, segundo esta palavra é apreendida pelo mundo, será reduzida aos princípios do julgamento, pois a razão seleciona e julga. Pode julgar corretamente ou não, podendo ainda julgar equivocadamente.  Por isso se diz no UCEM que somente existe uma verdadeira razão, e é de Deus. 
                A mente abrange ser corrigida através do Espírito Santo, que empreende o verdadeiro juízo. Assim, a mente alcança usar seus pressupostos racionais corrigidos, que podem ou não coincidir com o que o mundo julga como o “certo” coletivamente, e para termos a sabedoria disto, pedimos ajuda ao Espírito Santo. E não nos esqueçamos de agradecê-lo várias vezes ao dia pelo que Ele tem feito por nós.
                A “mente certa” é o portal para a utilização da “percepção certa”, ou corrigida, e, para isso, a razão não deve ser julgada. Embora possas ter pensamentos insanos, lembra que os teus pensamentos não significam nada. E lembra ainda que teu tempo é agora, que é o solo em que pisas, o sagrado solo da Terra Santa! E a boa nova é esta: a Terra Santa é qualquer lugar onde estás aqui e agora com Deus.
O mundo é um lugar separado de Deus, um sonho louco, e disto também sabemos, ao menos intelectualmente. Mas perdoando o que não existe, alcançamos ainda daqui a Terra Santa, até que seja realizada para nós a travessia. Assim, traremos os milagres, e abençoaremos nossos irmãos com a gratidão, e faremos de toda a terra a Terra Santa. Pois, todos os irmãos perdoados — eis o suporte para a chegada da verdadeira alegria.
                 Lembremo-nos hoje, portanto, de não julgar. Esqueçamos hoje que há um juízo nosso, que alcança traduzir o mundo em suas formas aceitáveis. Esqueçamos que o juízo atrai em si a separação, e entreguemos ao Espírito Santo este dia, para que ele nos leve, como em um “suave caminho no verão”, ao nosso despertar em Si. Para que Saibamos Quem somos, e para isso Te pedimos, Pai, que nos eleve até ao Teu Reino, e que seja a Tua vontade para sempre a nossa, para que despertemos em Ti sob Teu generoso cuidado. Cura a nossa mente, Pai, que foi distorcida em um sonho banal. Estamos dispostos a lembrar de Ti, como sempre foi tua vontade, e pedimos, Pai, hoje, uma grande festa no Céu. E, aqui, ano novo do eterno em Ti. Assim, saúdo, em tua Terra Santa, aos meus irmãos! Lembre-me de Ti, meu Pai, pois eu te entrego assim a mim também. Amém.