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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Retratos Intuitivos de Meus Amigos - Marcos Morgado

Mar & Cos




Depois de uma temporada difícil, na qual percebi empiricamente o que quer dizer "olhar para a tua vida e ver o que o diabo tem feito" (T-3. VII. 5:3), temporada da qual fui prévia e amorosamente advertido com um texto que aqui publiquei sobre a Jesus e a figueira, estou de volta para compartilhar algo novo e bom. 

Pois que durante o tempo que durou esta provação, que não pode ser assim nomeada, obviamente, posto que eu aprendo com as imagens que tenho feito, ocorreu que, durante este meu hipnotismo, alcancei divulgar em mim uma faísca divina da esperança. Posto que precisei, para sair disto, perdoar um irmão, e foi um irmão qualquer, ninguém atrelado a uma historia que fosse. Apenas olhei para aquele irmão, que era um professor que estava me dando aula de tráfego aéreo, e olhei para ele e vi nos entre olhos dele que ali estava uma pur'alma que ainda vicejava em corpo, mas na área em torno dos olhos dele era tudo muito branco, muito puro. E olhar para aquele olhar foi que me salvou e me trouxe de volta aos poucos, pois fui tratando de ver em todos os outros irmãos aquele olhar, e tratei ainda de buscar em todos a santidade, e assim pude revê-la em mim. Pelo que, o mundo andava muito errado, e era eu a fábrica que inventava o erro. O mundo certo, e sigo eu daqui me iludindo em perdão, a única ilusão boa que há.

Daí, depois que passou, tive que assistir ontem a noite, pelos acasos que a gente inventa, ao filme "Um Sonho de Liberdade", que não sei se alguém aqui viu. Um filme muito bom, com o ator americano Morgan Freeman. Fala de um cara que foi preso por um crime do qual não  tinha culpa nenhuma e que passou muito tempo ajudando pessoas lá dentro, enquanto tentava encontrar consigo mesmo um modo de escapar. Lá para o final ele consegue, se arrastando por um túnel escuro de esgoto fétido para desembocar em uma chuva noturna que lavou o resto e depois ajudou a sua fuga e desembocadura para o Pacífico, onde fora viver. Lá, reencontrou um seu grande amigo que o ajudara na prisão até pouco antes da travessia, pois este amigo, que era interpretado pelo Morgan Freeman, este conseguiu sair de lá por outros meios, os legais.

Pelo que, também, este nem o outro não tinham culpa. Finalmente, é um bom filme, mas um pouco carregado na emoção. Decerto mesmo, que antes de tudo o que o filme metaforizou, eu andava com saudade das coisas boas, que foram submergidas por umas duas semanas que não foram para brinquedo. Digo, nada parecia acontecer; mas digo também: tudo ocorria não ocorrendo. Não dá pra dizer, mas perdoo aqueles dias, pelo que, também, e Graças ao Senhor, lembrei de que o passado não existe.

Assim, venho aqui para dizer que estava com saudades da sanidade. E de todos os que estudam o Curso, mas tive mesmo saudades muitas de meu bom amigo Marcos Morgado, dos escritos dele, que aqui proveem com suas ênfases memorias de sábias considerações, pelo que demonstram em DUO o que as palavras simbolizam além. Ademais - e era essa a historia dessa historia - aconteceu de hoje mesmo eu lembrar que eu tinha caminhos para percorrer andejo, pelo meu próprio pé, sem as ajudas que as mensagens de meu amigo proveem. Pois que - e disso eu precisava mesmo era ter tirado uma foto! - eu pensava nisto andando em minha moto na Av. Engenheiro Roberto Freire, aqui em Natal, quando passou por mim um carro, que era um táxi, com o vidro de trás pouco meio sujo, pelo que se havia retirado de lá muitas, mas muitas letras de alguma frase que ali constava, posto que sobraram ainda três, espaçadas e alinhadas, e estas figuravam mais ou menos assim: 

O     O           O

Pois eu digo: inventei nesta imagem uma saudade do meu amigo, nesta ilusão de mundo. Mas não pude deixar de rir. 


(Do glossário Morgadiano, em seus escritos, recolhi esta simbolização:

O O O  =  Pai nO  FilhO  nO  ES).



Marcos Morgado é carioca e mora atualmente no Rio de Janeiro, capital.


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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Retratos intuitivos de meus amigos - Fernando Domingos


Hoje é dia de Domingos! Alegria então para as crianças de domingo, pois a vida me aproximou de um amigo. Assim, conheci nos acasos das circunstâncias o Fernando, meu amigo, mineiro, boa praça em seus empenhos de ser leal e camarada. Fernando é o tipo de pessoa que se esteira na linha do entender o que percebe pelo cálculo, em andejos algoritmos, mas entende muito bem o que intui, geralmente em sonhos ou conversas de boa liga. Advoga pela união dos seus em boas rodas de música sadia e alguma cerveja, pois o calor frita sua paciência. Seus modos de empenhar em amizade abrangem o bom abraço de acolher, e seu melhor intuito em esperança deságua em vias de ser a quem se pode dizer: “essa pessoa é gente boa”. Divulga seus mistérios em enigmas que não desvendou, procurando observar o final pelo advento do Todo. Assim, assumiu para si um empenho, pois cuida também da alma pela observação das paranoias, o que converge para um contraste e uma escolha, e assim meu amigo constrói para si sabedorias. Não sei ainda o que o Fernando é, pois meu amigo É o Que ainda não sabemos, meu amigo e eu — dormindo ainda o mesmo sonho. Mas, em conversas de boa fé, chegamos três a diversas intuições do mesmo. Digo de Fernando a confiança, e advogo pela presença de sua boa caminhada, a família que está por construir, seus empenhos nos estudos e virtudes de presenças. E disto — a presença — digo que estamos todos esperançosos que meu amigo acorde logo, e venha buscar os seus tantos, que esperam assim por ele. Tenho fé que meu amigo um dia leia Um Curso em Milagres, e faço votos para que esperte Nele. No mais, não há o que apontar em meio ao que Fernando é pelo que se vê, pois Fernando, sendo O Que É, fortalece sua presença em pedras preciosas, sua terra abundante, seu efeito valioso, meu amigo nascido forte em suas Minas — terra de Guimarães — as Gerais!
Fernando Domingos é mineiro e mora atualmente em Cuiabá- MT.

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Retratos intuitivos de meus amigos - Jaime Penariol


Jaime Penariol

                Jaime está no mundo para ser a si. Não tendo encontrado ainda o caminho de volta, trilhou uma vereda de ouro, que nomeou “amizades”. A si mesmo entrega uma virtude em não ater amor ao que não aprecia, embora confunda isto com segurança. Mas sua amizade com as palavras fizeram de meu amigo um amante da estética, e seu valor de mundo fica sendo uma ideia que meu amigo apresentou a si: “a subjetividade salva”. Meu amigo Jaime é destes que ajuda mesmo sem saber, e não desvia dos empenhos (meu amigo, não estando em condições, foi à minha festa de aniversário, apoiado entorno por uma escolta de seus anjos companheiros). Da solidão, meu amigo já está entendendo seu caráter de engodo, e busca formas de livrar-se disto, pois ainda não sabe  exatamente sua função aqui. Enquanto busca, deixa, aqui e ali, em sua travessia aleatória, saudades muito divulgadas pelos seus, em modos gentis e claros, como convém aos amáveis. Meu amigo acredita que não gosta de si mesmo, talvez seu maior erro e um desperdício de valor. Tenho esperança que meu amigo um dia leia “Um Curso em Milagres”, para quem sabe espertar Nele. Assim, talvez meu amigo volte mais cedo a si, e venha resgatar os seus tantos, que espalhados pelo mundo estendem em viagens cordiais uma tenda “luz balão”, suas saudades de valor leal entre todos, meu amigo, Jaime Penariol.

Jaime Penariol mora atualmente em Cuiabá-MT

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Retratos intuitivos de meus amigos - Fernanda Conciani

Fernanda Conciani
        

     Fernanda Conciani viu demais um passarinho. Assim, voou aí pelo mundo e consigo trouxe liberdades. Um sentimento quase sufocante de subjetividade aproximou-a da arte, e a estética levou-a a apreender o mundo para fora de gaiolas, pelas lentes que apresentam seu empenho em ver-se a si por fora de si, no longe longe dos espaços, nas esplanadas. Assim, Fernanda criou o mundo em retratos projetivos, nos quais estendeu a alguns seu bem querer cuidadoso, seu tanto de ser em empenho amigo — ou sua irritação em amores descuidados, que é apenas um não saber lidar com o que o contato com o outro é. Fernanda, voando alto, viu a nesga de luz que há no mundo, e assim minha amiga viu irmãos, e com eles saudosamente se compraz. Decerto pensa em solidão, mas acompanha a si pelo amor maior dos passarinhos: o belo canto que ouviu, a música traduzindo a abstração de tudo. Assim, minha amiga é em si mesma o que valeu em descobrir: liberdade é coisa que supre um voo. Salve minha amiga sempre, jovem e terna Conciani, Fernandinha passarinho.



Fernanda Conciani é paraibana e mora atualmente em Brasília-DF.


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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Retratos Intuitivos de Meus Amigos - Judson Soares

Judson Soares saltando obstáculos


Meu amigo Judson Soares não concede ao ato irracional. Pensa muito, mas às vezes é alheio ao que dita isso — embora meu amigo seja administrador, formou-se em festa que foi o mesmo que seu coração — tanto de gente dentro — e, assim, meu amigo esteve em vias de eu vê-lo inteiro. Eu e meu amigo Judson Soares: somos muito aprendizes nesta vida. Alguns ditam dele contrários — cantigas de maldizer — chegam a ele contrafeitos, meu amigo às vezes irritado, comprazendo do amor pelos inversos, noutros modos de bom-dia, boa-tarde, boa-noite, suas formas corrigindo, meu amigo trabalhando. Para ele falei do Curso em Milagres, estou certo de seu intuito em algum dia espertar Nele. Leva consigo a família que tão belamente criou, e assim é pai e chefe de boa escolha, sua vida progredindo. Seu filho é o todo amor dele, e nele aprendeu seu tanto, como se aprende com a criança a pureza de coração. Quis os grandes aviões para alçar decerto voos, fez escala em mês de maio, sua vida é um “fazer o meio de criar no mundo”.  Aproximo meu amigo das grandes competências, advogo ainda por seu coração imenso, nada preso em burocracias improváveis. Assim, meu amigo Judson ensina outros a voar com ele, meu amigo professor, com planos de pilotagem. Salve seu ponto de apoio, sua força, os jardins de sua maior generosa razão. Salve meu amigo Judson Soares!

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sábado, 19 de março de 2011

Retratos Intuitivos de Meus Amigos - Liliane Brasil

Liliane e seu marido Fabrício.
Minha cara Liliane é amiga em virtude de sempre. Com ela aprendi da intuição direta, seus meios certos de entender o que supõe.  Sua calma é uma virtude de às vezes, mas aprendeu a retornar. Foi estudar na Alemanha um mestrado em ser feliz. Doutorou com alegria e conheceu tantos castelos. Sabe de Ulm, Münter, Freiburg e Feldsberg, e viu a mesma face em sua lua n’outro hemisfério. Minha amiga é coração; e, do Brasil, lembra mais dos brasileiros. Aprendeu sua virtude de saber o que aprende. Saudades de minha amiga Liliane, de seu desembaraço em alma irmã.


Liliane é mineira e mora atualmente em Tübingen, Alemanha.


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Retratos Intuitivos de Meus Amigos - João Silvério

João e seu sobrinho Duda
João jovem, que se diga assim: de boa! Palavrão para ele é uma ênfase — nada de ofensa se ouve sério em palavras de meu amigo João. Decerto às vezes se irrita, perfaz o caminho da calma pelos inversos, até que entende o que é o perdão, e rapidamente tudo é bem feito de novo, pois meu amigo tem inimigos nenhum, sequer em faz-de-conta. Quando se esquece de algo, lembra de outra coisa útil, já que o tempo para ele é coisa: massa de modelar. Nunca viu um desafio, meu amigo vive a vida. Gosto muito quando meu amigo toca a música que compôs sobre a chuva. Certo dia, meu amigo me ensinou sabedorias: disse-me que hoje em dia ninguém anda devagar. Meu amigo, leve em passos, me lembrou de passear. Sua bicicleta é uma memória, e a virtude é um arranjo em liberdade. Não pediu a Deus um nada, só a força para si — e tudo simples lhe veio, com dificuldades decerto, meu amigo trabalhando. Saturado de verdades que viu na televisão, meu amigo lembrou-se de esquecer. Para isso, lemos juntos muitos livros de História. Nos paradoxos, meu amigo construiu um castelo. Nele, reina com atenção devota aos cuidados. Meu amigo sabe o irmão que é. A ele dedico um abraço fraterno que o tempo não atrai para passados. Meu amigo sempre, jovem João.


João Silverio é paranaense e mora atualmente em Cuiabá-MT


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Carta aberta aos meus amigos — Diógenes Burns.

Diógenes Burns
        Meu amigo Burns certo dia me pediu que fizesse para si um “retrato intuitivo”. Ora, no exato momento em que ele me fez o pedido, desfizeram-se os meios uteis para extrair um retrato seu a partir de nossa amizade cordial, pois quando ele me pediu para fazer, me impediu de fazer. Um “retrato intuitivo” não sai se solicitado, pois seu lugar é o mesmo incerto lugar onde estão minhas ideias, as quais eu mesmo tenho dificuldade de acessar, e por isso mesmo, caso tenha que extraí-las, não resultará em um retrato intuitivo, mas em um retrato meramente descritivo, frio, no qual minha vontade virá interferir. Minha vontade é apenas dizer que Burns é um bom amigo; mas todas as cores que pintariam o retrato se esvaíram nessa vã tentativa mínima.
       
Mas não posso — não tenho como — desapontar o pedido do meu caríssimo Diógenes Burns, companheiro de trabalho, meu amigo nesses tempos em que o mundo anda esquecendo o que é a amizade, esse atributo divino que há entre os Filhos de Deus.
                Portanto, hoje mesmo, neste site, do qual ele é um dos 04 (quatro) seguidores, declaro inaugurada em sua homenagem as “cartas abertas aos meus amigos”. Aqui, não é mais a descrição do indivíduo que voga, mas o diálogo intrínseco, cabível, acessível a todos, pois sendo eu e meu amigo Diógenes Burns unidos com Deus como apenas Um, contigo e conosco seremos elevados juntos, todos unidos neste Sagrado Um.
                Pois te digo, meu amigo Burns: a vida é esse caminho, tão trilhado pelos tempos, toda a nossa juventude já passada em seus momentos que se foram e agora a maturidade bate à porta — e se convida — —— aceitamos?
                É verdade que se fala em resistência, e muita propaganda se anuncia dos contrários, principalmente na TV, com suas tolices: o flúor para estragar os dentes, o carro que cheira a veneno, tudo muito disfarçado em Big Brothers pesadelos. Não peço que entendas nada, apenas passeie pelos pensamentos de seu amigo, que queria lhe dizer algo direto, mas ele mesmo não entende assim objetivamente. Portanto, tem que falar de si mesmo em terceira pessoa, e tudo que se diz fica escorado nas estantes da personalidade. Olha só: o medo não existe. E isso é uma coisa boa, que precisa ser aprendida logo, meu amigo, com todas as urgências, porque o medo se disfarça neste mundo e pode um dia atacar sem mais nem menos num inofensivo almoço de domingo ou numa conversa em que se o diz o que não se quer. Assim, parece que há armadilhas; mas, na verdade, não há nada: tudo são meras ilusões, meu amigo Burns. Nunca houve nada nesse mundo que merecesse sequer um grão de mau humor nosso, ou a mais diminuta de nossas insatisfações. Pode-se falar em injustiças, e completar esse raciocínio dizendo que é necessária uma voz ativa, que acerte para já o que se faz de errado, e que te peça que respondas com ódio às coisas que vês tão injustas, que brigues, que mates, que faças alguma coisa para corrigir. Mas eis que eu te digo, meu querido, meu tão irmão em Deus, que ódio não desata ódio. Nunca desatou, nunca desatará. Por que então insistimos tanto? Te digo, meu amigo: porque somos ainda muito aprendizes nessa vida. Mas uma vez que escolhemos um Caminho que nos leve de volta à paz de Deus — e todo Templo é sagrado — lembraremos de tudo o que é amor divino em nossos corações; do que anda esquecido, lembraremos; com alegria cantaremos a Canção da Glória, e unidos com todos lembraremos por que somos assim irmãos. Sei que você, meu caríssimo, pode estar pensando nos motivos pelos quais esta carta adotou esse tom religioso, e por isso te peço que se lembre do início desta conversa, em que falamos sobre maturidade. Maturidade é buscar a si mesmo. Cada qual faz de si a sua busca. Caminhos são variados, há os enganos, os erros passados, mas tudo é presente, a vida só existe no agora, no momento este. Nada nunca foi pecado na vida de um Filho de Deus, que nunca errou e nunca — jamais — foi esquecido. Às vezes é uma carta como essa que serve para lembrar-se de si. Às vezes, é um bom dia que dás ao porteiro, uma canção esquecida que ouves, um favor que fazes pela graça da amizade, pela graça do amor, nosso amigo J. Silva, me lembrei agora dele.  
No mais, meu velho, é lembrarmo-nos de amar o outro, para amar também a si, para sermos verdadeiramente justos, e assim a maturidade se apresenta simples, com seus todos os regalos que a vida tem para dar, se quiseres aceitar.
                Assim, me despeço, meu amigo. E fico feliz por conversarmos nesta carta.
                Desejo-te paz, muita luz, alegrias várias.
                Cordialmente, de seu amigo
                André Sena.
                PS: dedico a música abaixo para você. É do pernambucano Di Melo. O título é para refletir: “A vida em seus métodos diz: calma.” Abraço.



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Obrigado por leres até aqui. És bem vindo aqui. Te amo.


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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Retratos Intuitivos de Meus Amigos - Vitor Meireles

Vitor Meireles
Vitor é um homem de qualquer idade. Para isso, não é qualquer um que caiba. Tenho certeza de que sua boa memória emerge de uma nostalgia do todo. Toca violão como se fosse ele mesmo a música. Dialoga com o intuitivo pela filosofia do mesmo. Se fosse nascer de novo, aposto que seria sertanejo ou britânico. Nunca viu Platão de perto, mas nasceu na Macedônia quando era pequenino. Para ele, besteira pouca é bobagem; muita também. Quando sua filha nasceu, seu coração bateu uma canção. Ontem viu uma cadeira flutuando no quintal. Diz que nem ligou: não cumpre com a metafísica. Se eu pudesse dizer de Vitor uma coisa, diria Um. Procura pelo que acredita, por isso a fé é a medida de seu achado. Sua calma tem seus prazos, mas deriva em si os modos que encontram o certo meio em duvidar de muita ânsia. Quando chama o meu nome, chama por Miguilim. Eu gosto de meu amigo. Se pudesse lhe daria uma passagem para ir conhecer o músico Elomar. Seria o mesmo que o mesmo. Talento não se acha. Vitor Meireles é um artista verdadeiro.

Vitor Meireles mora atualmente em Cuiabá-MT.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Retratos Intuitivos de Meus Amigos - Vinicius Soares

Vinicius Soares
O Vinicius é uma prerrogativa da vida. Não nasceu, portanto. É que a vida precisa da presença de pessoas como ele. Meu amigo é uma energia de união. Para ele, as pessoas são ele mesmo. A amizade é o seu reino e a alegria é sua Carta Magna.

É um escritor aleatório. Talvez seja poeta. Decerto que arte para ele é uma segunda forma da mente mentar pelo certo. É capaz de perdão, embora precise ainda de tempo para isso. Nunca comeu caranguejo com catchup. Depende particularmente do que não entende, e por isso sabe muito sobre o que não diz. É preciso em suas opiniões, embora divague acerca do óbvio. Meu amigo, quando faz falta, não é dentro da área, embora assuma grandes riscos dentro do jogo — mas joga na frente, e faz belos gols, disso ninguém duvida. Tenho por ele um apreço de irmão. Como ele diz acerca de si mesmo: “Acha impossível todo e qualquer só; uma hora, duas ou três não se invadir do próximo por amor. É capaz de você encontrá-lo por aí qualquer hora qualquer dia qualquer. Se isto acontecer, você terá a única certeza de que ele em muito se parece com os amigos”. Há grandeza neste cara.

Vinicius mora atualmente no Rio de Janeiro.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Retratos Intuitivos de Meus Amigos - Humberto Meirelles

Humberto Meirelles
Meireles é um daqueles tipos raros, que se encontra em quase nunca, mas que poucos sabem disto. É um homem intuitivo, que sabe do que não sabe; do tipo que se endireita pelo simples adivinhar do certo. Não digo que seja sempre, mas vai se bater no quase. Tem fama de muita coisa, mas é uma coisa só. Tem crises de humor até conseguir rir disto. Quando nasceu seu filho, bobou por uns três dias. Gosta de música como fosse um sábado. Tem mania de “se”. É um dos poucos despertos que ainda está dormindo. Um bom verdadeiro amigo.

Humberto Meirelles é carioca. Mora atualmente em Cuiabá-MT.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Retratos Intuitivos de Meus Amigos - Marcos Torrico

Marcos Torrico
Marcos Torrico está de pé sobre a infância, pela imaginação. Tirou férias e fez curso de direito e controle de vôo. Conheceu alguns países, sabe falar em outras línguas e está na fase de entender o que está fora. Somos jovens, o meu amigo.
Quando se pergunta a alguém sobre ele, as pessoas dizem um sorriso. Alguns viram nele uma dúvida, meu amigo se esquiva vivendo. Nunca houve dia em que ele não tivesse ajudado alguém pelo pedir ou doar, sendo ambos para ele o mesmo. É ingênuo até a beira da inocência, mas nunca foi inocente por ingenuidade. Acredita que seu ego é invulnerável, embora meu amigo seja. Teve lampejos da união pelo Um, em experiências de diálogo. Acredita em Deus, mas tem medo, e confunde isso com coragem; mas Deus protege o meu amigo. Um dia, passará em algum concurso para dono, então começará o processo de nascer de novo. Quando for, meu amigo estará de pé sobre a infância, pela Visão.
Marcos Torrico é carioca e mora atualmente em Cuiabá-MT.

Retratos Intuitivos de Meus Amigos - André Marinho

André Marinho e seu filho Lucas
André Marinho está em busca do encontro com a pedra. Nunca falou disso, nem sabe o que quer dizer. A pedra que fala, meu amigo a conhece.
Diz que ele encontrou nas coisas o verso do necessário. Depois, desapegou e fez desenhos.
Meu amigo gosta de filosofia, e pensa pelo principio da dúvida. Por isso, especula o motivo que o pôs aqui. Está entendendo o ouvir da Voz e teve quase todos os tipos de memórias que não se lembra. Tomou a pílula azul, depois a vermelha e depois a azul. Não sabe mais onde pôs o frasco. Meu amigo é desenhista de charges. O humor é seu viés de quandos, pois quando faz rir, emerge de si a Si-Mesmo. Compreende que o mistério da conversação reside no mistério de falar pelo uno. É pai de dois garotos e marido da Betânia, que são a maravilha dele. Teve idéias de jornal. Publicou algumas. Alguém disse dele um nome feio, ele replicou com silêncio. Fez um colorido de formas que eram o Mundo Novo. Nele, meu amigo deve desenhar também a mim.

André Marinho reside atualmente em Fernando de Noronha - PE