sábado, 18 de junho de 2011

UCEM - A um pedido de ajuda se dá ajuda

Obrigado a ti!



Amar o que quiseres amar é a lei do universo. Mas a escolha de amor, ou seja, aquilo a que devotas o amor, não te pertence. Amar o que queres implica em liberdade, mas a verdadeira liberdade é de Deus. Então, se tu selecionas parte da Filiação, e eleges o amor como devoção para apenas esta parte, que foi julgada por ti, nada garante que haja justiça na escolha. É preciso que primeiro busques o amor segundo o princípio universal de Deus, que não diferencia ninguém. Apenas sob este ponto de vista poderás perceber distinções que se adéquam ao que chamamos de ablução de Deus. Acontece da seguinte maneira: primeiro distingues um irmão sob o ponto de vista do ódio. Através da Expiação, aceitas que este irmão és tu mesmo, e não o julgas. O ódio inicial significa que já o julgastes, mas o ato de não interferir atende às expectativas do amor no tempo. Já dissemos aqui que não adianta sujar o teu irmão para depois lavá-lo. Assim há erro. Mas se surgir o ódio em ti, e deste ódio tiveres desejo de partilhar teu mau humor com o mundo, chamas pela ablução de Deus, que é a Expiação. Sempre que experimentares culpa, lembra-se que Deus promove a limpeza através da Expiação, e não através de julgamentos, que são conceitos, adesivos, tarjetas, vontades e desejos aplicados a anseios de mudar o mundo segundo o teu arranjo. Arranjar o mundo, ou seja, mudá-lo, é arrogância, se não for de modo criativo, isto é, através do conhecimento. Não tens ainda o conhecimento, mas não tarda o momento que tanto aguardas em teu lindo coração que anseia por paz. Enquanto ouves latidos e feios grunhos, em algum lugar cantam os pássaros no aguardo do passar da noite tão escura que sonhaste fazer.
                Expiar está em consonância com o deixar-se levar. A confiança é o primeiro atributo dos professores de Deus. Não há outra que não derive dela. Confiar é saber, e saber é criar. Não desesperes tanto com a ansiedade por encontrar teu Pai, que está aqui, onde não queres ainda olhar. Para isto, o ego te argumenta contrários e tu ainda escutas. Filho santo, é por pouco tempo este enleio, tão pouco que não adianta nada teres medo. Quando vires os campos pássaros que te esperam amplos de se perder a vista, terás o amor de volta, e verás apenas um pedido de ajuda em tudo que nomeaste ódio, em tudo que viste desamor.
                Já prenuncias isto, e já ages de meio assim. Mas serás integral em teu amor, terás diversão verdadeira em termos altos, que é o criar. Tudo será paradisíaco como é divulgado, pois o que é divulgado é a vida. Outras coisas que surgem são para cego ver. Os cegos podem enxergar, quando tu os vires ——— sim, os cegos poderão enxergar!
                Acalma teu coração, amado Filho. Lembre-se da Expiação sempre. Pede ao Espírito Santo a Expiação de teus desamores. Ele fica muito feliz em cumprir uma vontade consciente deste tipo. Assim, não sentirás culpa e poderás ver o mundo completamente limpo de todos os julgamentos e atrações ao que não faz sentido. Ficamos felizes com teu empenho. Temos certeza de teu sucesso. Aguardamos por ti também. Santificado seja Vosso Nome, amém.


 Obrigado por leres até aqui. És bem vindo aqui. Te amo. 



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domingo, 12 de junho de 2011

UCEM - Sobre o sentido e o significado

Obrigado a ti!

A função de uma teoria é apresentar outra maneira de pensar. Quanto ao UCEM, a teoria isolada não fornece as relações entre o que lês no Curso e aquilo que vês no mundo. O significado do Curso está em sua prática. No entanto, as relações existem, ou parecem que existem neste mundo, e assim o Curso visa à cura neste nível, onde ela é possível. Sabemos que não existe cura no mundo real, pois lá ela é desnecessária. Portanto, o aprendizado é também uma ilusão, mas é a ilusão que retira o foco da ilusão, na medida em que ensina a desfazer-se inclusive dele, isto é, do Curso. O objetivo do Curso é tornar-se óbvio e desnecessário, em vias perfeitas. Em vias outras, as consultas serão freqüentes e terás um Guia para lembrar-te do caminho necessário à paz de Deus. Para acessar a paz de Deus nem precisarias de um Curso, contudo, a humanidade como um todo está em um momento difícil, pois uma ocorrência muito forte de investimentos equivocados tem se apresentado no mundo como opção. O Curso em Milagres é mais uma opção, mas, devido à Sua Fonte, o Livro atesta uma direção ao significado, ao invés de investir apenas no sentido.
No mundo, a maioria das pessoas está em busca de um sentido. Muitas vezes, o desamparo é tamanho que qualquer coisa sugerida é tomada como “A Verdade”. O indivíduo então embarca em variadas formas de “ser feliz”, geralmente através de ações que, se forem analisadas a fundo, são em si contraditórias, posto o ego ser baseado na dissociação, termo que discutiremos em outra oportunidade. A intenção do ego neste mundo é fazer com que fiques ocupado com a pergunta: "quem sou eu?", que até hoje não foi respondida e nunca será. Isto é assim porque, neste mundo, o sentido de qualquer coisa é dissociado de seu significado quando pensas com o ego. E este mundo foi feito para ser o lar do ego. Portanto, como o “sentido das coisas” muitas vezes não abarca seus significados, falaremos aqui da forma e conteúdo do Curso como algo integral.
Faz sentido para o mundo você apresentar a si mesmo como um corpo famoso, brilhando seus equívocos em fotografias e amores revelados em volatilização. Por outra: faz sentido ter muito dinheiro acumulado em algum lugar, pois dizem por aí que traz felicidade ou manda comprar. Compra-se felicidade em distrações, por exemplo, e mais de tédio em seu oposto posterior. Assim, cobre-se o excedente com paliativos de drogas, exibições, corpos mal amados, e até a dor do outro pode ser motivo de se rir, para enganar o si. Assim, falta o Amor verdadeiro, que não é cumulativo por ser disponível em caráter infinito, como já foi dito aqui em outra oportunidade. Isto é o engano do Filho de Deus que se vê, mas não se perdoa. Não existe o que ver em termos da separação. O Curso em Milagres não traz exemplos em termos da forma, a não ser em raríssimas pinceladas que nunca são tão específicas como aqui. Portanto, este escrito mesmo deve ser perdoado, pois ele está separado. Ele tece comentários em termos do mundo da separação, e na medida em que elenca seus exemplos, produz excelentes meios de julgar. Podes acreditar que a pessoa que está na capa da revista é banal, ou que a revista é banal, e assim achas que és importante, pois não és banal. É óbvio o erro envolvido nisto. O exato é o simples mais simples.
A projeção, por exemplo, é ataque a si mesmo. Ver — ou perceber — algum defeito teu em outra pessoa é a alternativa que o ego te fornece para que possas se sentir “perdoado”.  Isso não parece ser fácil de perceber, por conta dos “motivos” que o ego sempre te apresenta como justificativas para condenares teu irmão. Embora os motivos sejam sempre insanos, a lógica do ego te empurra para concordares com ele, pois, caso contrário, irás sofrer, mas isso ele diz geralmente numa forma a qual estás muito acostumado a perceberes como se fosse tua mente certa, e assim iludes a ti mesmo. Não é a mente certa: é mentira, é engano, é uma coisa que deveria de se ter muito nojo dela.   Essa dinâmica te prende à superfície do teu irmão. Se teu irmão fosse o mar, estarias vendo apenas a espuma. Ou a alternância das ondas, mas jamais verias a vida infinita e desperta que flutua em gravidade mansa sob suas águas. O peixe é um ser que voa n’água. Nunca pensastes assim? Pois a natureza de teu irmão é assim. Mas compraste uma moeda sem valor na feira de antiguidades, e acreditas que com ela comprarás o mundo, e estás te iludindo. Assim, se numa antiguidade que muito nem te lembras direito dela o teu irmão te disse um ai, eis aí a moeda sem valor, que foi comprada a preço de ouro, ao preço que te daria todo o vento e a vida do mar, caso aceitasses o teu irmão como teu sempre sadio amor, pois ele é a tua mesma vida.
Mas estás poluindo o mar — e agora chega de imagens poéticas. Veja isto: a forma do teu irmão, isto é, aquilo que vês como pecado ou como erro nele, como um ato desmoralizante talvez, é uma superfície, uma casca, uma inteira indisponibilidade com a verdade. É uma pintura, uma adesivagem.  Assim, não podes mais ver o que acontece no “instante esse”, no “momento agora”, e apenas vês o decalque de um passado que valorizas como um conceito. Este conceito é vazio, pois ele veio do passado, então não existe no “momento este”. O perdão é o equalizador entre o que não há mais e o que é agora, pois o que é “agora” esquece tudo; mas “esquecer” tem que ser total, para o nunca mais, e somente “esquecer totalmente” é perdoar. O esquecimento que o ego te fornece é temporário. Em alguns momentos, o ego te oferece esquecimento para barganhar, para que ele possa retirar temporariamente de teu irmão as sujeiras que aderistes a ele. O que o ego quer com isso? Com essa trégua? Ora, alguma coisa que ele acredita que podes ganhar. Isso não é o que o amor faz! O amor visa ao aprendizado gentil, que não barganha. Ele não quer que tenhas uma leitura anterior do teu irmão para que possas ter um motivo para amá-lo. O amor não precisa de justificativas, mas o ódio se alimenta delas.
A trégua é um conceito aplicável à guerra. Trégua é sinônimo de esquecimento, mas esquecimento é sempre parcial. É um intervalo na guerra, mas ainda tenso. O esquecimento oferece apenas a visão da superfície, da forma, dos opostos, sempre lutando entre si pelo valor. No entanto, para ver o conteúdo, é necessário soltar todos os conceitos. O conteúdo é dado, é uma intuitividade, não pode ser racionalizado. O verdadeiro conteúdo é uma apreciação de tudo sem o juízo de valor. Decerto, em ocasiões puramente práticas, é necessário o uso do valor. Mas em termos de significado, o valor é a mera tabuleta.
Todos já passaram pela experiência de ser enganado pelo conceito de valor. Mesmo em sua acepção monetária, o valor não é um equalizador. Várias vezes já pagamos mais caro por um produto que poderia ter um valor diferente. O valor, como já dito, é um indicativo.
Portanto, o significado não está no valor. O significado é uma certeza do amor. Certeza é fé. Fé é calma e entrega. Soltar é tudo. Soltar revela o significado. Soltar o quê? Soltar tudo, deixar-se ir, não se ater à falsa segurança do sentido e entregar-se a experiência do significado. Seguir em amor é estar atento, e não tenso. O amor não faz tréguas, pois jamais esteve em guerra. O presente relaxado, pacífico, é paz. Paz é amor. Amor é certeza, e certeza é conhecimento, ou seja, significado.
Algumas vezes já vimos em nossa experiência alguém que fez algo que parecia sem sentido, mas que tinha para si significado. Entregar-se à experiência do significado é estar em paz, sem tensão alguma, e o sentido perde o conceito de valor. Vês a parábola do jovem rico. Na Bíblia, um jovem chega até Jesus e diz: Senhor, eu faço tudo de acordo com lei, procuro ser um homem justo, o que devo fazer para alcançar a paz? Então, Jesus diz: vende tudo o que tu tens e dá aos pobres, depois vem e segue a Mim. Assim, o jovem se foi triste e pouco resignado, pois ele era muito rico. Não havia sentido nas palavras de Jesus aos olhos do mundo, mas estavam plenas de significado para quem tivesse os “ouvidos para ouvir”.
Vender tudo o que tens é soltar. Não é para ser entendido literalmente, mas na acepção do desapego. Se não for assim, acreditarás que podes negociar com Jesus, e segui-lo em busca de recompensa. Jesus não oferece recompensas a quem já tem a herança. E tu a tens. Esteja certo que a tens!
É mais fácil um julgador passar pelo buraco da agulha que amar um irmão. Assim vês, assim é.
Enxerga tudo com amor e verás significado em tudo. Ver com amor é não julgar; é soltar, é deixar para lá, é aquietar o coração em sentido de perdão, é apenas deixar os outros serem, e se algum irmão parecer te ofender, olha para isso sem emoção, e deixa pra lá!
Parece não ser possível? Quem te diz? Ouve essa voz que te diz que é impossível perdoar. Somente ouvindo-a poderás optar em não querer mais a dor. Ela é o que não queres. A Voz por Deus te chama para amar todos os teus irmãos, e assim estarás livre! Livre, meu irmão! Por que não quererias ser livre? Aos poucos, A Voz por Deus te dirá outras coisas, que acharás estranhas no início, mas serão teu esteio de valor quando estiveres disposto a seguir Suas sugestões de amor e perdão.
Dizemos, então, aqui:

Pai, queremos ouvir a Tua Voz. Queremos mais que tudo ser felizes. Estamos dispostos a aceitar que estivemos errados. Queremos lembrar que somos gentis e amáveis, e queremos descansar em Tua Paz, meu Pai. Tu, Que já nos deste a Tua Paz, ajuda-nos a lembrar. Sabemos que Cumpres Tua Palavra. Pedimos, então, para lembrar, confiantes na única promessa que jamais falhará, amém.


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sexta-feira, 10 de junho de 2011

UCEM - Sobre os sentidos

Obrigado a ti!

“O ouvido traduz, ele não ouve.
O olho reproduz, ele não vê."
(Suplementos –
“Psicoterapia, Propósito, Processo e Prática”. p. 28)

“Sempre tem gente pra chamar de nós.
Sejam milhares, centenas ou dois.”
(Por que nós? Marcelo Jeneci)


                Os sentidos são atuações do corpo em abstrações. São valores, se o dissermos sob auspícios poéticos. O olho reproduz, mas não integra. Não existe no olho a comprovação do que se vê, que vem de dentro, das ideias, da mente, conforme já discutimos em outra ocasião, sobre as imagens. Lá, dissemos que não se sabe o que a matéria é. Não se sabe, portanto, o que o olho vê.
Por outra: não existe no ouvido o eco do som. O CD em si não é a música. As ondas, os sons nos espaços, são vibrações. Palavras ditas são vibrações. O vento zunindo no ar, a alegria das crianças emitindo seus sons alegres em momentos calmos, o marulhar e a música, a palavra de carinho, o sorriso do filho sorrir, o sorriso do irmão sorrir, ou o sorriso gentil de todos, no ar, são sons, o som, mera onda, que o ouvido, de ler o que ouve em paz, traduz — e são ideias, a mente. A não ser que o ouvido queira ouvir as bombas e os outros sons que não divulgaremos aqui, a ideia do som pode transformar um dia à beira mar em um inferno mental, através das especulações do pensamento; outra vez: as ideias, a mente.
                Aquieta tua alma, meu tão querido irmão, que ouve o som destas palavras, que não são sons, mas são. Diz-se que quando se está alcançando a meta, os sentidos tornam-se mais aguçados. É claro! A verdadeira natureza deles está sendo relembrada.  O ouvido agora  apenas traduz e é percebido assim. Isto só pode trazer calma gentil e amor. Outra coisa não entra aqui. Jamais temerias o que acontece mediante a interpretação equivocada. Para isso, tem outra história:
                Ontem eu estava no mercado, comprando pão. Estava no setor da padaria, olhando para a cesta, que continha alguns bonitos pães. Então, alguém bateu no meu ombro e me assustei. Era meu amigo Lúcio Ângelo, que é meteorologista. Ele brincou ao dizer: ué! Tás assustado com quê, rapaz? (Meu amigo — pernambucano). Então, despertei; e percebi que estava em especulações mentais, me divertindo aos avessos, como diria Drummond, dormindo profundamente, e acho que nem mesmo os pães eu estivesse escolhendo direito antes de Deus me enviar este irmão para me ajudar. Então eu vi que não estava em si, que eu apenas via o que o olho reproduzia, enquanto a mente vagava noutro lugar. Talvez ela estivesse em Nassíria ou Nardaf, numa guerra, pedindo esmolas de status, sonhando com o passado ou pedindo outra esmola ao futuro, talvez eu estivesse assim.
                Contudo, não há guerra em Deus. Não há, portanto, guerra no ato de ver. E por conta desta intervenção de outro mim, meu amigo Ângelo, o Lúcio, me fez perceber que eu não estava na Síria, não estava em combate ——— estava eu na padaria, no mercado.
                Aí eu esqueci foi de tudo. Conversei com meu amigo sobre o cenário musical de Pernambuco, que lançou por esses dias a Karina Burh ("Eu menti pra você", onde se ouve: "Não sei se o tempo pode me livrar da culpa, que não sei se vem de mim ou da cruz, de Jesus"), o Ortinho ("Herói Trancado", onde se ouve: "retrovisores na minha frente (...) nosso passado de cada dia. Assombrações na minha frente."), Maquinado ("Sangramento da existência", onde se ouve: "Eu quero ver quando Zumbi chegar!"). E, dias atrás, também por lá tivemos Chico Science ("Afrociberdelia", onde se ouve: "de quê lado você samba?"), Otto ("Sem gravidade", onde se ouve: "A preciosa rocha que habita o amarelo do teu corpo é luz.") e Di Melo (Di Melo, onde se ouve: "a vida em seus métodos diz: calma."). É muito produtivo de coisas boas o cenário musical de Pernambuco. Todos os álbuns dos quais falei acredito interessantes e musicalmente geniais. Aparentemente eu esteja divagando aqui. Mas isto também é o blog do André Sena. Salve em si estas indicações de música. Estou ouvindo agora Marcelo Jeneci. Excelente!
                Mas voltemos: Jesus não julgou. Julgaríamos nós, que buscamos a Ele? Ele mesmo nos dá a mão e apóia. Como é gentil o caminho de volta a Deus. Sejamos mesmo gratos.
                Não faças tufão mental, não faça da imagem de nada nem de ninguém uma mentira fora do tempo. Veja a mim: não fui capaz de ver uma cesta de pão. Isto estou dizendo para ti, que lê, como indício, uma história pra sonhar.
                (Vai e vem dói)
                Assim, acordas. A imagem do mercado foi transliterada pelo meu ego como algo que não poderia ser percebido, por conta da nuvem do pensamento pensando seus voos desnecessários. Nada práticos. Existe o pensamento prático, claro. O raciocínio é da razão, e a razão é de Deus. Só há, portanto, Uma Razão. Então, para quê crias tantos pensamentos?
                Pensar com Deus é ser livre para “ver o visto”. Para ver apenas o que se vê, o que o olho revela em imagens meramente reproduzidas. Este “revelar” pode ser aplicado de maneira didática pelo estudo do currículo do UCEM. O repertório dos exercícios são pérolas ótimas, cartas na mão para lidar com as imagens apenas no “momento este”, no “agora”, em si. E ouvir os sons...
               
“Ficam no tempo os torneios da voz.
Não foi só ontem — é hoje e depois:
são momentos lá dentro de nós.
São outros ventos, que vem do pulmão.
E ganham cores na altura da voz
E os que viverem, verão.”

                               (Por que nós? Marcelo Jeneci)


Obrigado por leres até aqui. És bem vindo aqui. Te amo.

Apresento: "Por que nós", de Marcelo Jeneci. Linda música.


quarta-feira, 8 de junho de 2011

UCEM - Pedi ajuda e recebi ajuda

Obrigado a ti!




Deves estar atento ao que não te pode ser dito, que são as escolhas. As escolhas são guiadas através de tua disponibilidade em atuar calmamente. Não deves jamais dizer a ti mesmo o que fazer. Sempre que sentires uma vontade mais forte de fazer alguma coisa, primeiramente espere. Se houver verdade, serás prontamente atendido, pois verás pela continuidade desta vontade uma segurança acerca da vontade mesma. Quero que saibas que não há como escapar destes primeiros momentos tensos, pois geralmente a revelação é gentil e vai chegando apenas na medida da entrega. Não serás de repente lançado na realidade, fostes advertido disto. No entanto, o amor que te é devotado sabe que há em ti disponibilidade, mas também não sabes disto.

Pergunta: e essa profusão de pensamentos?

Isso sempre foi assim, apenas agora resolvestes escutar. Meu querido, amado, feliz e sujeito ao empenho de Deus, escuta isso: tens que estar pronto através da espera em instantes santos. O exercício de hoje demonstra tua vontade e teu compromisso firme. Comprar o Livro ou não é uma bobagem, mas te fará perceber que a presença do objeto livro te traz uma condição em estar na presença do Texto como um todo, com uma referência adquirida em meios lícitos[1]. Mas em outros momentos, verás dificuldades em escutar que isso está certo, embora tua vontade seja flexível ao que é certo, quando não estás consciente disto. Filho, não tens que dizer nada ao que viste. Não tens que dizer nada ao que pensas. Não precisas responder à tua mente, ou seja, não tens que entrar em um diálogo mental. Assim, há erro, pois o que te é dito é uma referência completamente equivocada que não pode ser abrangida por nenhuma forma de amor. Se apenas estás aqui, vendo o que é, estás presente, mas mesmo se estiveres vendo o que é, mas não puderes comprazer-te em paz, está errado, estás desconcentrado. Concentrar-se é pedir ao Espírito Santo que esteja sempre velando por ti em tua mente, que tu estejas disposto a ouvir somente a Ele e que queiras apenas coisas boas nesta vida. Meu amigo, meu amor, meu tão Querido Filho dentre todos, pois és todos e todos são a ti, quero dizer-te apenas isto: acorda aqui. Tenha vontade santa, ama teus iguais e não temas, pois a força do Céu te acompanha e quer-te livre de todas as dúvidas que te ferem. Ao pedido do filho, Deus ouviu-o. Não queres compartilhar o amor mediante o próprio querer? Apenas estejas em suficiente disponibilidade em repetir as palavras dos exercícios. Não queiras mais nada. Não temas nada. Não penses nas respostas. Não há respostas.


[1] Até hoje, eu tinha apenas uma cópia do Livro “baixada” da internet em pdf. , pois não havia ainda encontrado uma versão disponível para compra. Consegui-a hoje.



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