segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Sobre escolher o Reino

Obrigado a Ti!
                

                  Algo valioso está sendo apresentado a ti. Não queres tomá-lo? É sem custo, sem esforço algum de tua parte. Ameaças não contam nisto; aliás, Isto que te é oferecido agora desfará o medo para ti. Não o queres? Ou ainda não crês que há esta Opção? Pois te digo que Vês a Ela, mas não te asseguras disto em tua consciência. Como podes querer tanto mais de sofrer? Ainda agora, quando vês a Isto! Não recues mais, filho, diante das expressões de amor que despertares.
                Pois ainda te digo: a escolha é tua. No entanto, considera com seriedade a questão sobre a insanidade. Depois, lembra-te que o Filho de Deus não pode ser insano. Então, pensas nisto: para que fazer qualquer coisa que seja em um mundo feito de mentiras? O mundo é ideia, e a ideia é da mente, não pode estar separada. O Um não pode tornar-se dois. E o dois é uma ideia, O dois são dois pedaços de pão. Duas coisas que estão separadas. Antes, quando sequer intuías a presença da Unidade, achavas que optar por alguma coisa era são. Porque, então, a favor de tua tão antiga calma, não deixas a opção ao meu encargo?
                Pergunta: Como terei certeza se És?
                Caso teu sentimento em relação às coisas for de puro amor, uma sensação de paz te abraçar, muitas vezes incluindo o clima; se sentires qualquer aproximação de amor e a perceberes ocorrendo assim; ou acaso sintas um pequeno lampejo de alegria completa ou qualquer intuição da União sagrada entre todos — e já tivestes amostras Disto — então terás condições para pedir, nestes momentos, a visão. Ela te é apenas dada, não se faz com ela barganha. Tu não exerces sobre ela nenhuma condicional. Sequer ela o fará. O medo, então, se desfaz em nada, quando tu queres apenas isto, e assim tens a certeza, ou melhor, percebes com certeza. Tu não mais vês a “natureza morta”.
A calma vem de saberes que não estás sozinho nisto. Se estivesses, seria realmente difícil, diz o Curso; mas tens em teu auxílio Nosso Senhor Jesus Cristo, teu Sagrado Irmão. Asseguro-te ainda com conhecimento isto: qualquer um que saiba que tem em seu auxílio um Irmão como Esse, não precisa temer nada. E toda a ideia de sofrimento será desfeita para ele, pois um irmão como Esse jamais permitirá por ti o sofrimento, quando O escolhes. Alem Dele, Tens o Espírito Santo, e Sua sabedoria perfeita a teu inteiro dispor. Os Anjos de Deus, tens também, pois estes  vieram afinal. Teus irmãos quaisquer, quando os vês com tua mente certa, são testemunhas disto. E em teu favor conta ainda a tua vontade mesma, que quer apenas retornar para Casa. Tens ainda à tua disposição o Amor, a paz, a alegria e o pensamento abstrato, que é teu estado natural, e daqui tens a arte e o grifo, se quiseres mesmo beleza em tua vida.
Estás muito bem acompanhado, filho de Deus. Por isso, esperamos por ti apenas no tempo. De fato, mas não por muito tempo — mas queremos te ver feliz ainda aqui, neste mundo separado, para que cumpras a tua função em perdoar e para que tragas os tantos que trarás.
Assim, pedimos ao Espírito Santo que nos auxilie em nosso empenho em lembrarmos de nosso propósito, que é buscar a Deus, perdoar, lembrar que somos como Deus nos criou, e que o pecado não existe. Amém.


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sábado, 16 de julho de 2011

Sobre a amizade

Obrigado a Ti!
               
                Neste blog há uma seção que dediquei aos meus amigos. São pequenos escritos nos quais tentei reproduzir a forma na qual os vejo atuar no mundo. Escrevendo bem aos meus amigos, assim estendo o amor, e por isso estou aqui dizendo que deveria escrever um depoimento sobre todos, o que é difícil fazer, muito embora, tendo escrito sinceramente sobre um, já escrevi também sobre todos. No entanto, até agora, escrevi apenas depoimentos intuitivos sobre nove amigos aparentemente separados.
                Saudades de todos. A amizade é uma possibilidade de estender o amor tão poderosa que  poderia ser tranquilamente chamada de “lugar do espírito”. No entanto, em nossa língua, a etimologia da palavra amizade está ligada à noção de ‘id’, isto é, “aquele”. O amigo é aquele, isto é, ele está propiciando a ti uma noção de alteridade. No entanto, como o amigo é sempre generoso, pois o amigo perdoa facilmente, como uma criança, a amizade é aquele outro a quem permitimos amar. Um dia, todos serão amigos, e isto já é assim no Reino, embora Lá a palavra “amigo” não exista, pois, no Reino, a linguagem é desnecessária. Apenas a título de exemplo, diremos que Lá todos são amigos por serem Um.
                Isto se dá ainda aqui, no mundo da percepção, pela extensão tão bonita que se chama amizade. Nossos amigos são todos os nossos irmãos, que são um conosco, mas, enquanto o despertar não chega, é preciso ter cuidado com a noção de especialismo.
                O fato de não veres todos os teus irmãos como teus amigos é sinal de que não despertastes inteiramente para o conhecimento. Todas as pessoas são amigos, e por isso se diz que o pronome latino “id” — aquele — é uma noção que indica qualquer um. Podes achar que é difícil ser amigo de todos, que só um santo seria capaz disto. Mas, peço-te para relembrar que és santo assim como Deus te criou. Lembras do exercício 29? Onde se lê isto: Deus está em tudo o que eu vejo. Ora, Deus está também em “aqueles”, ou seja, em todos, pois todos somos um, e nenhum irmão estará disposto em não receber tua amizade, quando o vires como vês a Deus em tudo.
                A amizade significa disposição para união. Decerto não te comportas de maneira exatamente igual para com todos, mas não os idealiza em importância, acreditando que não é teu amigo, por exemplo, o cara que trabalha na rede de energia e está agora, anonimamente, fornecendo seu empenho em manter operando a fonte que liga teu monitor. Acreditas mesmo que este é um exemplo extremo? Pois a amizade mede-se pelos seus efeitos mais das vezes anônimos, e estes não são de natureza unicamente pessoal. A nossa cultura lê a amizade unicamente sob este parâmetro, mas a amizade assim entendida significa que te dispusestes a ser mais amigo de apenas algumas pessoas. Ora, tens na verdade mais intimidade com algumas pessoas, e estas são afinidades eletivas, vontades que se dispõem ao mesmo, perdão imanente distribuído e visível; e isto, por enquanto, apenas vês em amigos alguns. Mas isto não os torna especiais, no sentido que o Curso em Milagres trata a palavra. Ou seja, nenhum amigo é melhor, maior, ou meramente diferente de qualquer outro irmão teu.
                Assim, se estende o amor gentil a todos, que virão a ser teus amigos, quando perderes o medo deles. Pedimos ao Espírito Santo que nos propicie o esteio na amizade madura, na boa acepção do conviver, e na sabedoria do uso da amizade universal de Deus, amém.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sobre a inocência

Obrigado a Ti!

Os erros que o filho de Deus cometeu nunca existiram. Foram assim percebidos como “cometidos” porque o filho de Deus insanamente os julgou como atraentes para a culpa. Assim, o filho de Deus passou a crer em si mesmo como jamais foi, isto é, culpado. E este passou a ser, também, seu habitual modo de julgar a si mesmo.
                Assustado com tudo isso, passou a encenar tudo que lhe ditava sua mente errada, e se acreditou imerso em diversas ilusões. Julgadas, eram consideradas culposas, então deveriam ser punidas. Assim, surgiu o pecado. E o filho de Deus também acreditou que era um pecador, que merecia as punições, e que era justo apanhar até a morte.
                Deste modo, surgiu a piada do “inferno”, que é soma da culpa, mais o medo, mais o pecado, mais o julgamento e o auto conceito. Disto tudo, se subtrai a noção de amor, e surge o esquecimento, que é o inferno disfarçado. A partir do ponto em que escolheu a “piada”, o filho de Deus se esqueceu de Casa, e saiu por aí, “fumando mil cigarros, bebendo coca-cola”. Eis aqui, novamente, toda tua confusão demonstrada.
                Esses são os obstáculos à inocência, e essa é a história de todos, e de seus regressos. A inocência é o retorno, e os obstáculos entre Ti e ela, filho, és tu quem os interpõem.
                Somos um; eternos e incriados, e para sempre existimos em Deus. Não houve jamais um tempo em que um filho de Deus abandonou o Reino e se separou, emergiu neste mundo de “imagens”, separado de tudo, e se esqueceu do Pai. Isso nunca aconteceu, pois ele jamais perdeu aquilo do qual jamais se separou.  
                Agora, para voltar, basta apenas que ele restaure sua inocência, que é o abster-se de qualquer julgamento. Isso inclui qualquer julgamento que seja, pois não sabes o que és, o que fazes e nem o que queres, e não podes julgar coisa alguma. Isso não pode ser jamais arrogância. Em teu pensamento invertido, parece o contrário, mas arrogância mesmo é acreditares que estás supondo o que ocorre e quereres controlar isto. Assim, intencionas ser, neste mundo, que não é de nosso Pai, tal como se fosses um “Ele”, replicado em tua identidade. Filho, solta a identidade, essa noção que o nome te deu, mas que te faz esquecer, não prestar atenção, e é apenas isso o que realmente te atrapalha. Fazer o contrário disto faz com que evites estar presente apenas pela imersão nas imagens que estão te ocorrendo agora. Isso é inocência. O pensamento dormente é uma expressão adequada, pois o pensamento não está pedindo esmolas de conceitos, quando se está inocente. O símbolo da inocência é a criança. Isso é natural, pois a criança não julga ainda como os adultos, isto é, com esquecimento. Somente por isso a criança é capaz de perdoar facilmente, já que o perdão é o oposto do esquecimento. Eckhart Tolle fala em “brincar com as imagens”. Assim, se é inocente. Mas o filho de Deus não pode jamais confudir inocência com atitudes infantis, pois a criança não está ciente do esquecimento, como tu, também, ainda não estás. Por isso és chamado de criança de Deus, pois ainda és tão inocente como uma criança. No entanto, agora podes ter ciência do Reino, e voltares com amor para a convivência com todos. Por isso mesmo Jesus diz na Bíblia que somente retornará ao Reino aqueles que forem como as criancinhas, e isto é amor puro do sábio nosso irmão mais velho, nosso amigo, Jesus. A inocência te trará de volta facilmente. Basta que saibas que “nada que sofre faz parte de ti.” Creias nisto, e serás puramente inocente. E logo mais estarás em Casa, pois já vos lembrastes Dela. Criança de Deus, meu irmão, esperamos para a festa que ocorrerá no Céu logo, logo, quando de teu retorno.

Amém.

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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Lembretes UCEM

Obrigado a Ti!
1 - Onde se vê a arrogância se vê a vergonha, se vê o pecado e ainda a culpa. Onde se vê alegria, quietude, pensamentos de amor, se vê honestidade, e se escapa à culpa.

2 - No entanto, sincero "não" às formas de julgamento.

3 - Portanto, tudo é perdoável, e o pecado não existe.

4 - És livre da culpa.

5 - Sorria.


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